Explorar novas ideias com sucesso é a meta das empresas centradas em fazer uma gestão da inovação que gere valor para os clientes e resultados significativos para os negócios. Inovar é romper com paradigmas e dogmas e encontrar novas maneiras de fazer algo que já é feito. Este jeito novo, geralmente, traz economia de recursos — tempo, dinheiro, materiais, etc. — ou simplificação de forma, funcionalidade, tamanho. Ela pode trazer ainda uma transformação revolucionária, a chamada inovação disruptiva.
Assim, a inovação é importante para gerar resultados que melhorem a lucratividade, aumentem a produtividade ou abram novos mercados para a empresa.
Uma empresa pode inovar produtos, processos ou modelos de negócios. A junção das funcionalidades do computador com a televisão, o rádio, a câmera digital, o relógio e o telefone em um só aparelho, por exemplo, resultou em uma inovação de produto: o smartphone. Quando foram colocados robôs para fazer a montagem de carros nas fábricas de automóveis, isso resultou numa inovação de processo. Quando as lojas físicas passaram a vender globalmente por meio das lojas virtuais do e-commerce, ocorreu uma inovação do modelo de negócio.
Neste post, daremos algumas dicas de como fazer a gestão da inovação na empresa. Acompanhe:
Visualize os objetivos de inovação que sua empresa quer alcançar, estruture um programa de inovação e faça um planejamento orçamentário que possa garantir recursos para viabilizar inovações.
Associe a sua empresa a universidades, startups e outras comunidades criativas para desenvolver inovações. Segundo a Endeavor Brasil, no momento de fazer parcerias para inovação é importante:
Com o auxílio de uma consultoria especializada em gestão da inovação, é possível estabelecer métodos eficazes e implantar plataformas tecnológicas de colaboração entre os envolvidos nos projetos de inovação da organização.
Desenvolva a cultura da inovação na sua empresa, incentive as pessoas a apresentarem suas novas ideias. Ideias inovativas trazem solução de problemas e atendem expectativas dos clientes. Na Toyota, por exemplo, todos têm plena liberdade de propor novas ideias, desde o colaborador do chão de fábrica até aquele que ocupa o mais alto posto executivo. Isso fez toda a diferença no nível de competitividade e produtividade da empresa.
Envolva grupos de pessoas com conhecimentos multidisciplinares na geração e avaliação das ideias inovadoras, para que possam ser aproveitadas, aprimoradas ou recicladas com a participação de todos. Permita que sua equipe tenha tempo livre para pensar, criar, experimentar, adquirir novos conhecimentos e insights.
Pense em remunerar os criadores das melhores ideias ou reconhecer seus esforços com algum tipo de premiação.
Selecione as melhores ideias e desenvolva planos de ação para materializá-las. Isso pode envolver pesquisas, avaliação de riscos e oportunidades, produção de protótipos, testes conceituais, físicos e de mercado, dentre outras atividades possíveis. Avalie a viabilidade econômica, a sustentabilidade e o retorno financeiro da ideia. Se a avaliação for positiva, coloque seu plano em prática.
As ideias inovadoras, após sua implementação, vão resultar em novos produtos, processos ou modelos de negócios. Quando a sua inovação estiver pronta, divulgue para os interessados e usuários, faça com que eles usem e ouça suas críticas e sugestões. Se as pessoas aderirem e comprarem a sua inovação, é sinal que ela foi bem-sucedida. Se não aderirem, aprimore a sua inovação ou assuma o erro e parta para um novo projeto inovador.
Documente todos os aspectos das inovações de sucesso, assim como das inovações que fracassaram. Esses registros comporão um hall de lições aprendidas e ajudarão a evitar erros e melhorar os resultados futuros.
Às vezes, uma inovação disruptiva de produto pode requerer também uma inovação disruptiva do modelo de negócio, como é o caso da criação da câmera digital. Ela foi patenteada pela Kodak, mas acabou engavetada porque eles não admitiram reinventar o modelo de negócios da empresa. Posteriormente, a ideia inovadora que eles criaram foi utilizada pela concorrência de forma super bem-sucedida.
Geralmente, as empresas buscam informações de seus concorrentes por meio do benchmarking, para aprimorar seus processos internos e melhorar seu desempenho incorporando as melhores práticas de mercado. Inovar no benchmarking é buscar conhecer as melhores práticas de outros mercados, fora do seu nicho de negócios, e incorporá-las para melhoria de produtividade, geração de novas receitas e abertura de novos mercados.
Veja o exemplo da Netflix, que agregou a tecnologia da informação e comunicação (TIC) para inovar o modelo de negócios de locação de vídeos. Assim, a empresa desbancou seus maiores concorrentes, saindo do ambiente físico das locadoras (lojas) para o ambiente virtual (internet) e abocanhando uma fatia de mercado nunca antes imaginada, com a drástica redução de custos operacionais do negócio.
Segundo Geoff Nicholson, Vice-Presidente Internacional da empresa 3M (uma das empresas mais bem-conceituadas no quesito inovação): “Inovação é transformar conhecimento em dinheiro”. A inovação tem que gerar valor para a empresa e seus clientes. Por isso, a gestão da inovação deve ser um processo formal dentro das organizações, não aquela coisa improvisada, fruto do acaso. Para isso, é preciso evitar burocracias excessivas ou engessamentos, pois a inovação depende da liberdade criativa.
As mudanças fazem parte do processo evolutivo da sociedade. A inovação é o principal motor dessas mudanças e sua empresa precisa ter o controle dessa engrenagem. Invista no aprimoramento constante da gestão da inovação na sua organização e colha os lucros!
Fonte (rhportal)