Hub Corporativo

O pensamento de Jesper Rhode é comparável ao dos alienígenas do filme A Chegada: não linear, não prisioneiro do presente, capaz de ver a totalidade, sobretudo o futuro.

Segundo Rhode, o Hub Corporativo é o caminho para explorar as oportunidades e encarar os desafios do futuro. O empreendimento aposta no conceito de ecossistema empresarial, que integra segmentos profissionais tradicionais e espaços corporativos inovadores.

É um projeto que cria uma maneira nova de viver as empresas, a partir da colaboração, de protótipos e da conectividade, para gerar um ciclo menor e mais próximo de interação com clientes e parceiros, para desenvolver os negócios. “As empresas precisam se preparar para o mundo de ganhos exponenciais e de mudanças rápidas”, diz.

O caminho apontado por Rhode para estimular a inovação no dia a dia de cada um é ter uma vida social ativa, buscar informação, novidades, estudar e não achar que sabe tudo e que não precisa aprender mais nada.

Com a palavra


?Quais são as demandas do mercado no futuro? 
JR - Tanto as empresas quanto os profissionais terão uma demanda maior de flexibilidade. Isso quer dizer que as empresas exponenciais e de plataforma exigem mão de obra sob demanda, exemplos como Uber, Airbnb, sites, portais que casam demandas de trabalho com profissionais freelancers.

?Quais são as novas formas de colaboração?
JR – As novas formas de colaboração estão ligadas à demanda do mercado e ao perfil do profissional. As empresas também vão querer recursos sob demanda e a colaboração por projetos, nos quais cada profissional terão outros projetos em paralelo e cada empresa terá um grupo grande de colaboradores temporários ou ocasionais. A grande questão disso é: as leis trabalhistas estão chegando no fim? A estabilidade de emprego está chegando no fim? A transformação para trabalho e ativo sob demanda acontece em todas as camadas, está muito mais ligada com o caráter do trabalho do que com o nível.

?Como buscar o caminho para a transformação?
JR – O caminho de transformação passa pelas empresas e pela necessidade das pessoas se reinterpretarem dentro desse novo contexto. As empresas precisam se reinventar – sua marca, sua proposta – para caber dentro dessa nova realidade. Bem como entender o novo tipo de relacionamento que terão com seus clientes. E isso tem uma ligação com o grau de maturidade na economia em rede, que alguns chamam de economia digital.

?Como o modelo colaborativo converte em ganho para as empresas?
JR – Na transformação da economia linear para a economia em rede, as empresas ganham porque agregam valor para seus clientes e parceiros em cada projeto. A empresa aberta, como Google ou Amazon, oferece todos os seus elementos e processos internos para seus clientes. A Amazon, por exemplo, transformou toda a cadeia de valor, oferecendo para eles desde o armazém, o software, os dados da preferência de consumidores e o modelo logístico. Ou seja, cada fatia do vertical de valores da Amazon tem um valor específico, que inclusive oferece separadamente para seus clientes. Esse pensamento tende a converter em ganho para as empresas.

Fonte (Diario popular, Por: Maria da Graça Marques)