Por que eles vão embora?
O que está causando a rotatividade profissional nas empresas? Diversos fatores estão entre as motivos pelos quais os funcionários resolvem abandonar seus cargos e partir para novas experiências, mas se engana quem acredita que salário é o aspecto decisivo. 
 
Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve aumento de 82% nas taxas do chamado turnover de colaboradores brasileiros entre 2010 e 2013, impactando, às empresas, em custo de 93% a 200% do salário anual daquele posto nos gastos para recrutar, contratar e treinar um novo funcionário. De acordo com a vice-presidente de Educação Corporativa da ABRH-RS, Laira Seus, “mais do que motivações salariais, o que levam os empregados a solicitar desligamento e ir trabalhar em outro lugar são as oportunidades de desafios, novas atividades e aprendizado”, disse. Ainda para ela, tem grande impacto o relacionamento com a chefia, o ambiente de trabalho e o relacionamento com os colegas. 
 
“Os fatores referentes à remuneração vem lá pelo sétimo lugar, o que quer dizer que o ambiente agradável, liderança respeitosa e inspiradora, que se preocupa com o desenvolvimento dos colaboradores faz com que as pessoas tenham motivação para permanecer na empresa”, apontou. Para calcular o turnover, basta dividir a quantidade de desligamentos (demitidos e demissionários) em um mês, por exemplo, pela média de profissionais na empresa no final do mês e do atual. 
 
O gerente da divisão de RH da Robert Ralf, Mário Custódio, apontou algumas medidas eficazes para melhorar a retensão de profissionais na edição de agosto da Revista Melhor - Gestão de Pessoas da ABRH-Nacional: pacotes de remuneração e benefícios competitivos, criação de programas de carreira e desenvolvimento, treinamentos, comunicação transparente, prática do que é pregado e abertura para opinião e ideias dos empregadores são pontos essenciais para manter os funcionários engajados.