O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa define competência como “a qualidade de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto, fazer determinada coisa; capacidade, habilidade, aptidão, idoneidade”. Para o sociólogo francês Philippe Zarifian, competência é “o tomar iniciativa, o assumir responsabilidade”. O professor e pesquisador sueco Karl-Erik Sveiby, especialista em aprendizagem nas empresas, define competência como “a capacidade para agir, baseada em nossos conhecimentos teóricos e tácitos”.
Segundo o autor de “O livro das competências”, Ênio Resende, competência é a transformação de conhecimentos, aptidões, habilidades, interesse e vontade em resultados reais, práticos. Assim, quando alguém não sabe aplicar seu conhecimento e sua experiência em favor de um objetivo, de uma necessidade ou de um compromisso, não é realmente competente.
Ou seja, além de habilidades teóricas, é certo que a competência exige aptidão comportamental, sobretudo nos altos cargos executivos.
Entram aí questões como saber ouvir e argumentar de forma assertiva; compreender a estratégia organizacional que orienta os comportamentos individuais para obter melhores resultados; saber administrar o poder e a liderança, compartilhando-os; acostumar-se a ver uma mesma situação de várias formas, abrindo mão de paradigmas.